terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Bordado e literatura: oficina temática de bordado em papel - A casa tomada (J. Cortázar)



Sábado, 02 de Fevereiro de 2019, das 14h às 17h na Casa Elefante

Rua Cesário Mota Jr., 277 - Vila Buarque
R$ 80,00
Link para inscrições: https://goo.gl/forms/nulwoSEyz9f7j2A03  

Resolvemos unir dois dos nossos gostos: bordar e ler.
A cada encontro ofereceremos uma aula de bordado em papel acompanhada de comentários sobre a leitura que inspira a imagem que tomará forma pela linha que atravessará o papel.
Nossa primeira leitura é Casa tomada de Julio Cortázar. (http://acervo.revistabula.com/posts/traducao/casa-tomada-julio-cortazar )

Você pode aparecer mesmo sem ter lido o conto e mesmo sem saber bordar.

Juliana Oliva pesquisa Simone de Beauvoir, é doutora em Filosofia pela EFLCH-UNIFESP (2018) e tem ministrado a oficina “Deve-se queimar Beauvoir?” em espaços culturais em São Paulo.

Rita Alves é formada em jornalismo, com especialização em Gestão da Comunicação pela ECA-USP. É fundadora da marca de bordados autorais e personalizados Dona Rits (@donarits) e idealizadora do projeto de intervenções urbanas bordadas Cabe Mais Amor (@cabemaisamor). Também bordou um dos painéis cenográficos da peça O Resto é Silêncio, exibida em dezembro de 2017 no Sesc Santo Amaro, e já bordou para o projeto Flores para os Refugiados (@floresparaosrefugiados).

terça-feira, 16 de outubro de 2018

nova edição do curso Mulher e literatura: Woolf, Beauvoir e tantas outras

O curso tem duração de quatro encontros:
Quartas-feiras, 31/10, 07, 14 e 21/11 das 19h às 22h no Eugênia Café Bar - Rua Cônego Eugênio Leite, 953 - Pinheiros - São Paulo - SP
taxa única de inscrição: R$ 50,00
Formulário para reserva de vaga e inscrição: https://goo.gl/forms/lOClGmPo14k6ZpS52

As discussões sobre mulheres, feminismos e gênero têm ganhado muita força e amplitude nos últimos anos, principalmente no campo da Literatura. Para além da esfera da Internet, o surgimento de grupos que motivam a leitura de obras de diferentes gêneros escritas por mulheres, o fortalecimento de grupos de escrita para mulheres e do próprio movimento feminista (em suas mais variadas vertentes) traçam um caminho – ainda bem – sem volta. Já não nos deixamos passar imunes à pergunta: “dentre os livros que li esse ano, quantos foram escritos por mulheres?” Até que a descoberta e a busca por autoras tornam-se quase naturalizadas.
Com o objetivo de contribuir com esse movimento, nasceu o curso “Mulher e Literatura: Woolf, Beauvoir e tantas outras”. 
Por que Woolf e Beauvoir? As duas são escritoras consagradas que nos deixaram reflexões ainda muito importantes para pensarmos o problema da construção da ideia de inferioridade da mulher. E ainda, há um “encontro” entre as duas: Beauvoir era leitora de Woolf! Mas, como apreciadoras da literatura que diversas mulheres têm produzido, e cientes da importância do diálogo, do debate, sobre essa produção, como apontamos acima, propomos estendermos nossos comentários, considerando também outras escritoras.
Além disso, um bordado poético inspirado no tema e no conteúdo das aulas será produzido por uma das professoras e fará parte da produção final de um fanzine colaborativo. Ele será criado a partir das impressões e resultados dos exercícios de escrita propostos ao longo dos encontros.

Juliana Oliva é mestra e graduada em Filosofia na Universidade São Judas Tadeu (USJT). Atualmente é doutoranda em Filosofia na EFLCH-UNIFESP, onde pesquisa a relação erótica autêntica como imagem da reciprocidade em Simone de Beauvoir, e tem trabalhado com a oficina “Deve-se queimar Beauvoir?” em espaços de cultura. Também escreve relatos poéticos em um blog chamado “a better version of me”.

Renata Cristina Pereira graduou-se em Letras pela PUC/SP em 2011 e em Filosofia pela USJT em 2017. É mestranda do curso de Filosofia na EFLCH-UNIFESP, onde pesquisa a obra de Virginia Woolf a partir do aparato teórico do filósofo francês Paul Ricoeur. É professora de Literatura na rede privada do ensino básico e educadora de Língua Portuguesa no Curso Popular Mafalda.

Rita Alves é formada em jornalismo, com especialização em Gestão da Comunicação pela ECA-USP. É fundadora da marca de bordados autorais e personalizados Dona Rits (@donarits) e idealizadora do projeto de intervenções urbanas bordadas Cabe Mais Amor (@cabemaisamor). Também bordou um dos painéis cenográficos da peça O Resto é Silêncio, exibida em dezembro de 2017 no Sesc Santo Amaro, e já bordou para o projeto Flores para os Refugiados (@floresparaosrefugiados).

evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/151986369081763/ 

domingo, 10 de junho de 2018

Curioso, nestes dias, beber sozinha num bar onde se escuta alguém cantando que convida todo mundo para sua festa, menos "você, que não presta". Eu sei que não é exatamente assim. Curioso escolher a cerveja uma vez compartilhada com alguém de beijos tão específicos e tão agradavelmente precisos que nunca mais deu notícia e sentir apenas o gosto da bebida e não daquela ou de qualquer outra ausência. E acima, uma tv calada e a cilada da imagem de homens que cozinham sob um título de um quadro que sugere que é a mulher quem manda. Curioso, nestes dias, depois do encontro no bar com as imagens da música, do beijo ausente e da tela, assistir a uma peça sobre três mulheres que partem. Partidas descritas pela palavra "preciso", não para evocar "precisar", mas "precisão", assinala a atriz.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Era esse o calor. Era exatamente esse o calor da xícara de chá de louro e do vermelho do batom que estavam entre os preparativos para o primeiro passo dado com as meias pretas. 
Por que as meias em Fevereiro? 
Ora, por que tanta festa e tanto calor em Fevereiro?
Não foi preciso responder a nenhuma dessas perguntas porque o calor, as meias, o chá, o sangue, as coincidências e o encontro e os seus desdobramentos fluíam muito bem. Tão bem, que era fácil lidar com os blocos de calor, alinhavados um a um pelos passos, agora livres das meias, na direção Oeste e de outra falsa e mágica realidade a cada encontro. E a cada encontro ficavam elástico, vestido, leite, touca; e voltavam fios de cabelo. 
Enquanto isso o clima abrandava - que bom, o frio! - até (de repente, quase simultanemante) a geada. Não foi longo o inverno, como poderia ter sido, foi até fácil juntar o leite derramado, dar novo significado ao vestido, devolver os fios de cabelo e calçar os 3/4 de agressividade do frio.
É certo que houve tentativas de apagão, que foram destruídos os mapas poéticos de construção, que parte das pernas congelou. E que, outra vez, quase simultaneamente, o calor voltava a incomodar. Mas de algum modo tudo se passou como se nada tivesse derretido ou sucumbido. As folhas, as flores, todos os blocos de novos trinta dias passaram sem trincar e sem que fosse preciso contar. Por que contar agora então?
Não contou nem um segundo. Nem mesmo contou com a possibilidade desse calor, exatamente esse calor, voltar arrastando as meias, a agressividade, os fios de cabelo, a raiva, o leite derramado, a manipulação da luz, as coincidências, a covardia.
Quantos anos cabem em um nunca mais? 
Quantos blocos de calor será preciso descosturar para passar?
Para que evaporem as lembranças tristes que doze meses depois desatam e desaguam sem avisar.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Lá vem elas,
víboras vozes.
Avós me livrem!
Levam vida, vôo.
Falam, falam, falam.
Não escutam.
Regulam minha palavra,
Jogam o amor que eu não quero na minha cara.
As vozes às vezes voltam.
Vínculo velho, gasto, difícil.
Por um fio
ainda ouço os gritos
que humilham com sangue e com
um pacote de valores podres
sobre a herdeira que não fui.
Sobre o cume que não vi.
Vocalizam os "bons partidos" que deixei
por aqueles (que partem) com quem dormi.
Punições por pensar.
Recompensas se dissimular.
Para o dedo em riste,
meu riso
da minha falta de juízo.
Meu ridículo passado de boneca
num vidro - atiro!
Frustrar expectativas,
reconheço, vozes,
com carinho,
quase vocação.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

terça-feira, 3 de outubro de 2017

nova e última chance de inscrição em "Deve-se queimar Beauvoir?" na Casa Elefante!

O primeiro encontro da atual edição da oficina ocorreu em 30.09. 
Se você perdeu e gostaria de se juntar a nós neste percurso, é possível iniciar a oficina a partir do segundo encontro e nos acompanhar em boa sintonia!


oficina Deve-se queimar Beauvoir? na Casa Elefante 
https://www.facebook.com/events/1955299541405331

4 encontros 


Sábados 30.09, 07, 14 e 21.10 - das 10h às 13:30h

R$ 40,00 (taxa única) em dinheiro ou cartão de débito/crédito


Inscrições na Casa Elefante - Rua Cesário Motta Jr., 277 (sobreloja) 
ou por e-mail: porquenaoqueimarbeauvoir@gmail.com 


sábado, 16 de setembro de 2017

nova edição de "Deve-se queimar Beauvoir?"


Sábados, 30.09, 07, 14 e 21.10 - das 10h às 13:30h na Casa Elefante - Rua Cesário Motta Jr., 277 - sobreloja - Santa Cecília

R$ 40,00 (taxa única)



Deve-se queimar Beauvoir? – oficina para olhar “melhor” a filósofa
Simone de Beauvoir

O nome desta oficina é inspirado no título da análise da filósofa francesa Simone de Beauvoir (1908 – 1986) da moral elaborada pelo filósofo francês Marquês de Sade (1740 – 1814), intitulada Faut-il brûler Sade?, que podemos traduzir como “Deve-se queimar Sade?”, e a proposta, na repercussão da inclusão de uma questão sobre o tema do livro O segundo sexo (1949) de Beauvoir na última prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) no Brasil.
A proposta da oficina é apresentar um panorama sobre a vida e a obra de Beauvoir, com o foco nos conceitos filosóficos da autora necessários para compreender a sua análise sobre a mulher na sua célebre obra sobre o tema, O segundo sexo, e dialogar sobre a importância atual da autora na discussão de questões sobre a mulher e sobre gênero em diversos âmbitos.
Os encontros consistirão em rodas de conversa com o público com base na leitura de trechos de textos de Beauvoir e de textos jornalísticos e manifestações em redes sociais que exaltaram ou aviltaram a sua imagem nos últimos anos, e aulas expositivas, cujos temas serão a vida e a obra da autora, seus conceitos filosóficos a partir da obra Por uma moral da ambiguidade (1947), e a proposta e a estrutura de O segundo sexo. O último encontro será exclusivo para as pessoas que participaram da oficina apresentarem, em linguagens diversas, o seu atual ponto de vista sobre a filósofa após a experiência nas aulas. 

Inscrições na Casa Elefante ou por e-mail: porquenaoqueimarbeauvoir@gmail.com 

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

cânfora por uma semana

Cânfora
aflora o frio e o jogo fosco
do desaforo,
fora todo encanto, ardil e esboço,
forma novo jogo, fundo
falso,
do poço.
Do peso no pescoço.
Canta
fora
do tom, de forma.
Deforma
camada
de som e sombra.
Prescrição:
Cheirar cânfora por 1 semana.

modificar ou modos de ficar

Pensei que fosse morrer.
E quando descobri que,
para eles,
o contrário do desrespeito é o sufoco,
pensei:
Não sei se grito ou se corro.
Corri.
E não morri.
Eu ri,
de alívio,
de deixar o vício em desperdício,
em dez perdas por cada sorriso
ou dez pedras por cada sumiço.
Me assumi
e me encontrei
em um, dois, três suspiros ritmados
e em olhos amigos.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

sobre o prefeito na tv (escrito em Abril)

Eu prefiro
Tu precisas
Ele prefeita 
Nós perdemos.

escrito entre 09-10/04/2017

acordes e cordões de
cardamomo
morosidade
incômodo
amarram o meu estômago

escrito em 24/03/2017 - ruptura

eu não sei como começou
com sua cara - cara ou coroa -, sorte, cabelos ou não.
quatro - de repente quatro encontros,
coro, corro, choro,
corpo - encaixe. não como.
choque!
empecilho não!
mil vezes linda, mil bons dias e noites iludidas
pela tecnologia.
casa, comida, comidas e
roupa no armário.
no meio da noite não há mais sono nem sonho - STOP!

sementes ocas
piso em falso num terreno infértil.

Onde foi que eu errei?
Onde foi que eu feri sua existência poética?
Poeira e falta de métrica.
O que foi que eu não vi?

quinta-feira, 23 de março de 2017

obsolescência programada

As possibilidades não param de girar nas rodas do tinder, do okcupid e do happn. Tal qual as novas coleções de roupa nas lojas, que se renovam às custas de desumanização (trabalho). Sempre é preciso mais. Mais um crush ou mais uma peça de roupa. Aumentar o consumo e diminuir o humano. Trabalho para renovar o que se vende na vitrine da loja; trabalho para comprar e vender-se na vitrine que é a tela. A curta durabilidade e a incessante produção de novidades também garantem a suposta necessidade de consumir mais um. A falta de tempo - o tempo é sugado pelo trabalho - diminui a durabilidade das relações humanas - e no fim elas também são trabalho. Há sempre um próximo item para suprir as necessidades não atendidas pelo anterior. Nos ve[nde]mos (e desaparecemos) nas vitrines. Nunca vão parar de girar.     

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

outra vez-vem a nuvem

aqui no topo,
nuvem:
novelo de velas que lambem
o breu
no meu peito
e nada deslindam
no meu cérebro,
apenas descongelam.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

narcose


narcose, doçura.
delírio,
delirium tremens.
te extraño.
i miss you, sugar.
tremo de beijos,
degusto seu-meu medo.
medir o tempo, não merecemos.
não compreendo
essa relaciona-e-mente.
miragem, magia, milagre
não engrandecem.
te quero, coração,
sem tripa, sem trabalho.

são tantos agouros
que aturam os mosquitos
dentro da tua cabeça,
que tentam escapar pela tua nuca 
encucada e em coleira.
cria cores,
comete crimes
para salvar uma crise, um dia,
que nunca terminam.
too much work for something that never worked.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

semana passada

existo nesta mão que toca o estilete e
desiste de 
trincar anda mais meus
trinta.
e um segundo,
como um segundo olhar, me salva.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

"Deve-se queimar Beauvoir?" na Biblioteca Mário de Andrade


Deve-se queimar Beauvoir?
Oficina
Dia: 17 e 24, das 14h às 17h
Local: Sala infantil
A proposta da oficina é apresentar um panorama da vida e da obra de Beauvoir, com o foco nos conceitos filosóficos da autora necessários para compreender a sua análise sobre a mulher na sua célebre obra sobre o tema, O segundo sexo (1949). O objetivo é discutir o trabalho da escritora além dos aspectos acadêmicos. No último dia da oficina, cada participante terá espaço para apresentar sua produção ou manifestação inspirada na experiência adquirida nos encontros.
Juliana Oliva graduou-se em Filosofia pela Universidade São Judas Tadeu em 2007. Em 2014, como bolsista Capes, concluiu o mestrado em Filosofia com a dissertação Identidade e reciprocidade em O segundo sexo de Simone de Beauvoir. Atualmente, é doutoranda em Filosofia e bolsista da Capes pela EFLCH-Unifesp, onde pesquisa a relação erótica autêntica como imagem da reciprocidade entre homem e mulher em Simone de Beauvoir, a partir dos conceitos de O segundo sexo e das representações na obra literária Os mandarins.