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terça-feira, 3 de outubro de 2017

nova e última chance de inscrição em "Deve-se queimar Beauvoir?" na Casa Elefante!

O primeiro encontro da atual edição da oficina ocorreu em 30.09. 
Se você perdeu e gostaria de se juntar a nós neste percurso, é possível iniciar a oficina a partir do segundo encontro e nos acompanhar em boa sintonia!


oficina Deve-se queimar Beauvoir? na Casa Elefante 
https://www.facebook.com/events/1955299541405331

4 encontros 


Sábados 30.09, 07, 14 e 21.10 - das 10h às 13:30h

R$ 40,00 (taxa única) em dinheiro ou cartão de débito/crédito


Inscrições na Casa Elefante - Rua Cesário Motta Jr., 277 (sobreloja) 
ou por e-mail: porquenaoqueimarbeauvoir@gmail.com 


sábado, 16 de setembro de 2017

nova edição de "Deve-se queimar Beauvoir?"


Sábados, 30.09, 07, 14 e 21.10 - das 10h às 13:30h na Casa Elefante - Rua Cesário Motta Jr., 277 - sobreloja - Santa Cecília

R$ 40,00 (taxa única)



Deve-se queimar Beauvoir? – oficina para olhar “melhor” a filósofa
Simone de Beauvoir

O nome desta oficina é inspirado no título da análise da filósofa francesa Simone de Beauvoir (1908 – 1986) da moral elaborada pelo filósofo francês Marquês de Sade (1740 – 1814), intitulada Faut-il brûler Sade?, que podemos traduzir como “Deve-se queimar Sade?”, e a proposta, na repercussão da inclusão de uma questão sobre o tema do livro O segundo sexo (1949) de Beauvoir na última prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) no Brasil.
A proposta da oficina é apresentar um panorama sobre a vida e a obra de Beauvoir, com o foco nos conceitos filosóficos da autora necessários para compreender a sua análise sobre a mulher na sua célebre obra sobre o tema, O segundo sexo, e dialogar sobre a importância atual da autora na discussão de questões sobre a mulher e sobre gênero em diversos âmbitos.
Os encontros consistirão em rodas de conversa com o público com base na leitura de trechos de textos de Beauvoir e de textos jornalísticos e manifestações em redes sociais que exaltaram ou aviltaram a sua imagem nos últimos anos, e aulas expositivas, cujos temas serão a vida e a obra da autora, seus conceitos filosóficos a partir da obra Por uma moral da ambiguidade (1947), e a proposta e a estrutura de O segundo sexo. O último encontro será exclusivo para as pessoas que participaram da oficina apresentarem, em linguagens diversas, o seu atual ponto de vista sobre a filósofa após a experiência nas aulas. 

Inscrições na Casa Elefante ou por e-mail: porquenaoqueimarbeauvoir@gmail.com 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Deve-se queimar Beauvoir?



 flyer lindo divulgado na página do Mafalda



 




Olá. Meu nome é Juliana Oliva e eu estudo Simone de Beauvoir. Oi. Eu sou a Julie, eu saí do facebook há mais de dois anos e eu posto poemas confessionais neste blog anonimamente. Ah! Antes de tudo, dizem que eu sou uma mulher. Eu sou?
Foi da vontade de sumir que vai e volta, que anda fortemente presente nos últimos meses, que surgiu a ideia de criar este blog e, mais tarde, de sair do facebook. Sumir ao menos na vida virtual então. Não tem mais Julie nem Juliana Oliva, fica a better version of me, esta, talvez nem sempre melhor. Foram quatro pedaços de felicidade, quatro dias em que encontrei, graças à querida Renata, dez garotas (Alessandra, Beatriz, Gabriela, Graziela, Jessica, Julia, Lauana, Midria, Thainara e Zaira) e um garoto (Gabriel) no cursinho Mafalda SP Leste I, que me fizeram sair do anonimato neste blog. Ou melhor, não fizeram nada, na minha experiência com elas, com ele, desvelei o mundo de outra forma e escolhi dizer aqui quem eu sou, e o que eu fiz: um curso de férias.
"Deve-se queimar Beauvoir?", inspirado no título do texto da autora "Deve-se queimar Sade?", foi o nome que escolhi para o curso. A ideia era contar sobre a vida e a obra de Beauvoir e ensinar um pouco sobre a sua perspectiva filosófica e a aplicação desta no que diz respeito ao problema - aos problemas! - da mulher - das mulheres! - no célebre O segundo sexo, mas... partindo do que se diz sobre a autora, das frases atribuídas a ela nas redes sociais e do que cada participante conhecia a respeito. Acredito que consegui realizar a proposta. 
Foram quatro encontros. No primeiro dia perguntei "quem é Beauvoir?". "Beauvoir" era um nome frequente no facebook associado aos feminismos, era tema de uma pergunta do ENEM ou era apenas um nome que aparecia no título de um dos cursos de férias do Mafalda. Aos poucos, Beauvoir ganhou corpo na nossa sala, não apenas pelo que eu ensinava nas minhas longas falas que estouravam o tempo que eu pensava que a aula duraria quando escrevi a proposta, mas a cada olhar, a cada dúvida, a cada contestação, a cada comentário, a cada reflexão e principalmente, a cada reação contra a situação de machismo que ainda persiste. Situação que transcendemos ali dentro. 
Minha proposta para terminar o curso era abrir espaço para que cada participante expressasse na linguagem que preferisse o olhar que adquiriu ao longo dos encontros. O resultado foi lindo: um jogo de palavras, um poema, da Midria, a lembrança da Graziela da letra de "Pais e filhos" da Legião Urbana, o desenho que a Gabriela fez da Beauvoir, o desenho da Zaira inspirado no curso, o texto sobre Beauvoir e O segundo sexo escrito pela Jessica e a palavra final da Julia à pergunta "Deve-se queimar Beauvoir?"! Decidimos que não. 
Com este texto, agradeço à Re, ao cursinho Mafalda, a funcionárias e funcionários da UNICID (espaço que abriga o Mafalda), às alunas e ao aluno incríveis que tornaram o curso possível e à Tati Schunck (a maior incentivadora da escrita e da divulgação da proposta), e reitero que desejo muito que "Deve-se queimar Beauvoir?" aconteça em outros espaços. 
Eu sou a Juliana Oliva, mas podem me chamar de Julie. Às vezes eu canso de tudo, mas Beauvoir e muitas pessoas lá fora me lembram de que vale a pena não sumir. Então apareço. 




Alunas que estavam presentes no último dia do curso.





o presente que ganhei da Gabriela






O poema da Midria:


Durante todo o tempo de nossa existência

Uma questão que deve se manter em eminência 

É a da prática iminente da ausência


Da ausência de justificativa

Da valorização transcendental de toda liberdade original

De compensar o peso de suas ações sobre a terra

E perceber que a vida é como um nau:fragia ou não

A partir do que se entende e se faz dela afinal


nossa foto feita pela Julia


o texto da Jessica